‘Sou feia e perdedora’, diz menina de 13 anos antes de se...

‘Sou feia e perdedora’, diz menina de 13 anos antes de se matar

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Vítima de abusos e bullying em sua escola na Califórnia, a adolescente Rosalie Ávila, de 13 anos, tirou a própria vida: “sou feia e perdedora”, escreveu ela em um bilhete encontrado pelos pais depois da tragédia. Rosalie tentou se matar na terça-feira passada e, na sexta, teve sua morte cerebral declarada. Foi mantida conectada até ontem para que seus órgãos fossem doados, informou a imprensa local.

“Minha filha foi vítima de bullying”, declarou sua mãe para um site. “Era uma pessoa bonita por dentro e fora, era uma grande artista, muito adorável e amada”, completou.

Estudante do oitavo ano em uma escola pública em Calimesa (114 km ao leste de Los Angeles), Rosalie se enforcou em seu quarto depois de deixar uma bilhete de despedida para os pais: “me desculpem, pai e mãe. Eu amo vocês”.

“Desculpe mãe, que você vá me encontrar assim”, leu seu pai, Freddie Ávila, citado pelo site CBS.

Os pais contaram que a jovem, que sonhava com ser advogada, era agredida em redes sociais, além da escola: nesse dia, antes de tentar se matar, já havia sido alvo de piadas por causa do aparelho nos dentes.

“Guardou isso para si”, desabafou o pai, na entrevista à NBC, acrescentando que “por dentro, ela ficava aos pedaços por sempre implicarem com ela”.

Uma investigação está aberta para determinar se houve “bullying” na escola.

Ao todo, 5.900 jovens, entre 10 e 24 anos, tiraram a própria vida nos Estados Unidos em 2015, segundo números oficiais.

Em nota, o distrito educacional de Yucaipa-Calimesa, ao qual pertencia a escola de Ensino Médio de Ávila, lamentou a morte de sua estudante. Vigílias também foram realizadas.

“Estamos comprometidos com manter uma cultura positiva e inclusiva que permita aos nossos estudantes crescer acadêmica e socialmente”, acrescentou o texto.

O site governamental “Stop Bullying” indica que 28% dos estudantes nos Estados Unidos sofrem esse tipo de abuso entre o sexto e 11º ano, e 9%, agressão pelas redes sociais.

AFP

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