Possíveis avistamentos de extraterrestres e OVNIs agitaram Itaperuna na década de 1970

Possíveis avistamentos de extraterrestres e OVNIs agitaram Itaperuna na década de 1970

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ITAPERUNA, RJ – A equipe do Itaperuna News encontrou dados curiosos sobre a cidade de Itaperuna, enquanto realizava pesquisas sobre o município itaperunense. Na década de 1970 houve uma série de relatos sobre OVNIs (objetos voadores não identificados), popularmente conhecidos como discos voadores, e sobre extraterrestres em Itaperuna e outras regiões do Brasil.

Foram muitos os casos de avistamentos naquela época, algo que chamou a atenção da Imprensa, além de estudiosos do assunto. Independente da crença de cada um sobre o tema, ou das conclusões apresentadas, o assunto merece registro, afinal, Itaperuna atraiu os olhares do mundo da Ufologia.

Dentre o material pesquisado disponibilizado abaixo, destaque para os portais Fenomenum e O Arquivo, que esmiuçaram os registros referentes aos casos. A equipe do Itaperuna News optou por omitir os sobrenomes das testemunhas relatadas.

A ONDA UFOLÓGICA DE DEZEMBRO DE 1971 E MARÇO DE 1978

Uma grande onda ufológica atinge a região de Itaperuna, entre setembro e dezembro, com uma grande intensidade de casos entre 19 e 21 de dezembro. Paralelamente a isso, ocorre uma grande onda de avistamentos envolvendo 60 cidades gaúchas em 19 de dezembro. Em 1971, o Brasil foi palco de uma forte onda ufológica que atingiu alguns estados brasileiros, destacando-se o Estado do Rio de Janeiro, com o foco principal de relatos originados na cidade de Itaperuna.

E o Estado do Rio Grande do Sul, onde avistamentos foram reportados em pelo menos 60 cidades diferentes. Além destes estados brasileiros houve numerosos registros na Argentina, Uruguai e Chile, dentro de uma área delimitada geograficamente. O Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores, em sua edição 85/89, de 1972, apresentou ampla cobertura dos fatos ocorridos em território brasileiro, apresentando algumas relações com casos ocorridos em outros países. Depois desta publicação não houve uma retomada na investigação desta onda, o que faremos agora, de posse de informações mais amplas, não disponíveis na ocasião.

Características da onda

Em geral os casos narrados ocorreram no começo da noite. Não houve casos ao amanhecer nem durante o dia. A maioria dos casos aconteceu entre 19 e 21 de dezembro, sendo que a maioria dos relatos ocorreu no dia 19. Foram descritos variados tipos de objetos. Alguns relatos descrevem objetos circulares, com uma parte interna transparente e envolto em nebulosidade ou fumaça branca. Houve alguns relatos de objetos de grande tamanho que recolheram objetos menores antes de partir do local onde eram observados. Alguns relatos referem-se a luzes estranhas, semelhantes à uma estrela, em geral estática no céu e com um brilho constante que vai descendo em direção ao solo, desaparecendo um pouco antes de chegar ao solo. Na época em que estes casos ocorreram, estes últimos foram incluídos como avistamentos não explicados e incluídos nas estatísticas ufológicas. Em nossa investigação, porém, contatamos que este último objeto era na verdade o Planeta Venus erroneamente confundido com discos voadores que vinham se manifestando em alguns locais.

Entre as testemunhas existem representantes das mais variadas formações. Desde simples agricultores, comerciantes, até professores, médicos e militares. Os detalhes narrados foram geralmente coincidentes entre si, mesmo entre pessoas desconhecidas. Houve episódios em que grande número de pessoas testemunhou simultaneamente uma mesma aparição.

Os casos de Itaperuna

No Estado do Rio de Janeiro, o foco das aparições deu-se na cidade de Itaperuna, noroeste do Estado do Rio de Janeiro, com alguns casos esparsos em outras cidades, mais ou menos na mesma época. Os primeiros casos ocorreram em setembro, e até dezembro ocorreram esporadicamente. A partir de 19 de dezembro se tornaram mais intensos. Vejamos então os mais significativos:

Marca no braço de Paulo, no local onde teria sido extraído sangue

Caso nº1 [Paulo]: – Em 23 de setembro de 1971, Paulo, técnico de máquinas de escritório, casado, morador de Itaperuna (RJ), passou pela primeira de uma série de alegadas experiências de abdução (que serão tema de uma investigação mais detalhada futuramente). Ele regressava de Carangola, onde tinha ido a trabalho. Por volta das 19h45m, a uns 3 km da cidade de Tombos, notou pelo espelho retrovisor, que era seguido por um corpo luminoso. A distância entre eles foi encurtando até se reduzir a 3 metros. Então, o objeto ficou evoluindo em volta da vemaguet, a meio metro do chão.

Era um aparelho vermelho, de forma elíptica, com uns 3 metros de altura por 2,50 de largura. Depois tomou uma coloração branca, de brilho azulado. Nesse momento, o carro começou a perder velocidade até parar. O estranho objeto continuou girando em torno do veículo por uns 3 ou 4 minutos sem nenhum ruído, subindo depois. Paulo notou que o automóvel devia estar engrenado com o motor funcionando, pois, repentinamente deu um avanço para frente e o motor morreu em seguida.

Paulo conseguiu acionar o motor novamente e seguiu até a localidade de Tombos onde registrou um boletim de ocorrência na Delegacia local. Após isso seguiu viagem. Faltando 13 quilômetros para chegar a Itaperuna, na localidade de Bananeiras, notou o corpo luminoso mais uma vez, a uns 500 metros de altura. A 3 Km a frente, em Serraria, que fica no Km-4 da rodovia RJ-100, viu um vulto escuro que pensou ser um animal. Quando se aproximou até ficar a uns 10 metros, a coisa se iluminou toda de luz vermelha e, ao mesmo, seu veículo desligou, seguindo para o acostamento, como por magia, e parou. Então enquanto a cor do aparelho mudava do vermelho para o branco. Paulo tentou desesperadamente sair do local, mas o carro não se moveu. Ouviu um assobio agudo vindo do objeto, uma porta se abriu e, de dentro, foi projetado um facho de luz, que o atingiu. Na sequência ele foi retirado do carro por três pequenos seres que o levaram para bordo do objeto onde foi examinado.

Mais tarde foi deixado perto do carro onde ficou deitado por alguns instantes, tomado de intensa fraqueza. Depois conseguiu chegar na cidade onde registrou novo Boletim de Ocorrência, sendo posteriormente atendido pelo médico. O caso de Paulo é longo e complexo, envolvendo casos ocorridos em várias ocasiões nas semanas e meses seguintes e será objeto de investigação futura no Portal Fenomenum.

Caso nº2 [Benedito]: Dois dias depois, em 25 de setembro, ocorreu um novo caso, possivelmente de abdução, nos arredores de Itaperuna. Desta vez, o protagonista foi Benedito, que viajava pela rodovia BR-040. Na altura da ponte de Carangola ele se deparou com um objeto arredondado, que estava posicionado no meio da estrada impedindo a passagem. Benedito se aproximou do objeto e percebeu dois pequenos seres nas proximidades do objeto. Um deles apontou-se um objeto, semelhante à uma lanterna de onde saiu um facho de luz que atingiu Benedito suspendendo-o no ar. Pouco depois Benedito foi recolocado em seu carro. O protagonista dirigiu até a cidade e registrou um Boletim de Ocorrência relatando o acontecido. No dia seguinte, Benedito esqueceu-se de alguns fatos ocorridos naquela noite, inclusive o próprio momento em que registrou o B. O., só relembrando alguns detalhes posteriormente com o auxílio de hipnose regressiva.

Em outubro e novembro, os casos relatados envolveram o já citado Paulo. Alguns destes acontecimentos tiveram testemunhas secundárias ou indiretas que puderam confirmar alguns detalhes narrados por Paulo. Em dezembro, os casos aumentaram drasticamente configurando uma onda ufológica na região, nos dias 19, 20 e 21.

Caso nº3 [Rua Tiradentes] – horário: 19h30min: Segundo o Boletim da SBEDV (85/89), no dia 19 de dezembro de 1971, três jovens, que estavam em frente ao número 45 da Rua Tiradentes, observaram do outro lado do rio Muriaé, a uma distância estimada por eles em 1 Km, uma luz, semelhante à uma estrela, que ora acendia, ora apagava. Uma hora e 45 minutos mais tarde, a uns 70 metros daquele local, os três jovens perceberam na esquina, próximo à uma árvore, a uns 7 metros do solo, um objeto preto, um pouco maior que um Volks, e que era realçado por uma nuvem branca. Esse objeto pôde ser observado por cerca de 3 minutos, quando atravessou a rua e, tomando a direção do centro da cidade foi subindo.

Caso nº4 [RJ-100, Km 2] – horário desconhecido: Ainda no dia 19, na RJ-100, na altura do Km 2, um casal que retornava a Itaperuna, passou por uma experiência de avistamento nas proximidades de Serraria. Nesse local eles observaram um “círculo de fumaça”. Logo em seguida eles notaram que havia um anel circular, luminoso, que se deslocava rapidamente alterando a espessura do anel circundante sem alterar o diâmetro do anel. O casal parou o carro para observar o fenômeno. Um motorista de caminhão fez o mesmo e todos observaram o fenômeno por alguns minutos. Todos descreveram o objeto como sendo escuro e transparente, podendo-se observar as estrelas através do objeto.

Caso nº5 [local não informado em Itaperuna] – 21h10min: O médico Walter observou um disco voador redondo, fosforescente com diâmetro aproximado de 1 metro, a uma altura de 200 a 800 metros, sobrevoando as casas da cidade. O Disco voador atravessou a cidade com um movimento em zig-zag, à uma velocidade estimada de 60 km/h. Aparentemente vinha da região de Serraria. Também foi descrito como sendo transparente, permitindo observar-se estrelas através dele.

Caso nº6 [Rua Assis Ribeiro, Itaperuna] – 20h30min: Aquiles, professor e seus familiares, além de cerca de 80 pessoas da vizinhança observaram durante 3 dias consecutivos (19, 20 e 21) por volta das 20h30min, um objeto luminoso arredondado. Por estimativa ele calculou o objeto como tendo 2 metros de diâmetro, a uma altura estimada de 100 metros de distância e a 300 metros acima do horizonte. Segundo as testemunhas deste caso, o objeto era transparente e por ele era possível observar as estrelas. O objeto teria desaparecido lentamente, durante 15 minutos, até desaparecer num angulo de 60º acima do horizonte.

Caso nº7 [Buarque de Nazareth, Itaperuna] – 20h: Em 20 de dezembro, cerca de 60 pessoas observaram um objeto branco, luminoso, redondo, num angulo de 45º acima do horizonte, do outro lado do rio Muriaé. Segundo os depoentes, ele tinha estrias douradas e foi descendo lentamente em intervalos aproximados de 5 em 5 minutos, até se tornar invisível (sic) atrás das moradias.

Caso nº8 [Hotel Meirelles, Itaperuna] – 20h45min: Em 21 de dezembro, algumas pessoas que estavam no Hotel Meirelles avistaram um OVNI que, segundo eles, sobrevoava lentamente os morros situados à margem do rio Muriaé, do outro lado do rio em relação ao Hotel.

Estes casos acima citados e acontecidos, todos em Itaperuna, estão diretamente relacionados aos ocorridos na noite de 19 de dezembro, no Rio Grande do Sul. Os detalhes narrados são semelhantes na maioria dos casos.

[…]

Traçando padrões

Quando existem ondas ufológicas, os pesquisadores podem encontrar padrões característicos a partir dos relatos, que podem facilitar a exclusão de casos originados em fraudes ou erros de interpretação. Em alguns casos, uma simples onda ufológica pode ser explicada a partir de um evento natural apenas através destes padrões identificáveis. Uma das causas naturais mais comuns para ondas ufológicas ocorre a um engano comum a partir de corpos celestes luminosos, envolvendo principalmente os planetas Vênus e Júpiter, que em determinadas épocas são muito brilhantes no céu. Vênus tem um diferencial que o torna ainda mais associado à falsos casos ufológicos. Sua órbita mais próxima ao Sol produz um deslocamento mais acelerado pelo céu, que torna perceptível após alguns dias de observação. Então, para uma pessoa que não está acostumada a olhar os céus todos os dias no mesmo horário pode ser surpreendido “por uma estrela que não estava lá semana passada”.

Esta onda ufológica, em específico, foi influenciada por erros de interpretação de algumas pessoas. Isso acontece em parte pela falta de conhecimentos na área de astronomia e também pela influência de outros casos que vão ocorrendo pela região. É como um princípio de histeria, onde uma testemunha ouve várias pessoas relatando um caso ou vários casos na mesma região, se impressiona e torna-se mais susceptível a informações deste tipo. Além disso temos o fator atmosfera que pode produzir efeitos interessantes que em geral passam desapercebidos em situações normais. Vamos analisar os casos padrão citados aqui ao longo do texto e entender o que pode ter acontecido naquelas noites de dezembro de 1971.

Caso nº1 [Paulo]

O caso Paulo pode ter sido o estopim de alguns casos da região de Itaperuna. Independente de o caso ter ocorrido de fato ou não, pessoas podem ter sido influenciadas pelo relato de Paulo. Em cidades pacatas do interior, onde todos se conhecem, fatos como os relatados pelo protagonista chamam a atenção das pessoas que passam a olhar mais para o céu. Com uma observação constante do céu, as chances de alguém ver um fenômeno raro ou mesmo um disco voador legítimo tornam-se muito maiores. É nesse contexto que a onda ufológica em Itaperuna ocorreu. O primeiro caso narrado por Paulo ocorreu em 23 de setembro e logo tornou-se notícia. O Caso de Benedito ocorreu dois dias depois, alertando a população para o Fenômeno OVNI.

Destaque na Imprensa

Em 10 de outubro um ônibus que seguia para Itaperuna foi acompanhado por um objeto luminoso que o acompanhou durante 55 minutos. Este fato ganhou destaque no Jornal O Dia, do Rio de Janeiro, em 21 de outubro de 1971, sendo possivelmente muito comentado na cidade. No dia seguinte à ocorrência deste caso, Paulo foi protagonista de um segundo contado com tripulantes de OVNIs. Todos estes eventos reforçam ainda mais o estado de atenção da população frente a eventos celestes desconhecidos.

Tal situação continuou em novembro face às novas narrativas de Paulo, nos dias 15 e 16 com alegadas fotografias de discos voadores, e no dia 17 com um novo relato de contato com os tripulantes destes objetos. Em 5 de dezembro teria ocorrido o quarto contato direto com os humanóides, apenas quatorze dias antes da onda ufológica que se abateu sobre o município.

Em 19, 20 e 21 de dezembro centenas de pessoas relataram terem visto OVNIs na cidade e arredores. O próprio Paulo narrou uma experiência onde teria sido levitado por um facho de luz emitido por um aparelho, nas proximidades de morros que cercam Itaperuna. Esse episódio teria ocorrido no mesmo momento em que vários moradores da cidade avistavam um objeto luminoso sobre o morro.

O caso nº 3, ocorreu às 19h30min, na Rua Tiradentes, na altura do nº 45, e podemos dividi-lo em duas fases. A primeira trata-se da observação de uma luz do outro lado do rio Muriaé e a segunda, de um objeto pouco acima de uma arvore. No programa Stellarium (programa que fornece mapas celestes de qualquer região do planeta em qualquer data e horário), inserimos a data e hora do ocorrido, bem como sua localização e comparamos com o ambiente através de mapas da região obtidos através do Google Earth e Google Maps. O resultado de tal análise nos permite afirmar que muitos dos avistamentos relatados naquelas noites foram originadas, de fato, em um erro de interpretação embalados numa leve histeria coletiva. O objeto erroneamente interpretado foi de fato o Planeta Venus, que se encontrava a Oeste, após, o pôr-do-Sol. Ele permaneceria visível até 21h30min em condições ideais de observação. Nas imagens seguintes apresentamos a carta celeste do dia e horário em que o avistamento ocorreu e fazemos a relação com o mapa da região.

Na imagem temos uma vista aérea de Itaperuna, Rio de Janeiro. Cortando a cidade temos o Rio Muriaé. Em geral, as testemunham encontravam-se na margem à direita, na fotografia. Na imagem acima temos a localização da rua Tiradentes, que está orientada de Sudeste à Nordeste. As testemunhas do caso nº3 encontravam-se no começo da rua, em sua região afastada do rio. Esse posicionamento faria com que Venus estivesse, aparentemente, acima do Morro, circundado pela Rua Darcy Vargas, no lado esquerdo da imagem, do outro lado do rio. Sendo assim, a primeira parte do Caso nº 3 explica-se perfeitamente. Já a segunda parte do caso, ocorrido por volta das 21h15min, não pode ser explicada desta forma, pois o objeto estava acima de uma arvore e apresentou deslocamento próprio. Além disso, os detalhes descritos coincidem perfeitamente com outros avistamentos relatados na mesma cidade naquela época e com os casos gaúchos.

O caso nº 7 também parece ter sido originado em um erro de interpretação. Ele teria ocorrido na rua Buarque de Nazareth (paralela à Rua Tiradentes), em 20 de dezembro de 1971. Por volta das 20 horas, 60 pessoas observaram um objeto branco, luminoso, redondo, num angulo estimado de 45º acima do horizonte, do outro lado do Rio Muriaé. Segundo os depoentes ele tinha estrias douradas e foi descendo lentamente em intervalos aproximados de 5 em 5 minutos, até se tornar invisível (sic) atrás das moradias. Observamos aqui os mesmos efeitos verificados no dia anterior com os três jovens que confundiram o planeta Vênus, mas, que acabaram testemunhando um objeto bastante próximo pouco depois. Neste caso do dia 20, temos ainda, o clássico efeito observado em corpos celestes de brilho intenso, em que são formadas as estrias luminosas. O relato de descida do objeto, em direção ao solo, é outro efeito característico de corpos celestes próximos ao horizonte oeste. Através da carta celeste do dia podemos ter uma melhor noção de como isso ocorreu.

No dia seguinte, em 21 de dezembro, ocorreu o caso nº 8, em que as pessoas do hotel observaram o Planeta Venus, posicionado acima dos morros do outro lado do rio Muriaé. Como nos outros casos eles estavam nas proximidades da Rua Tiradentes, com ampla visão para os morros da região.

Mas porque num curto período de tempo?

Uma dúvida que permeia a mente de muitos, neste momento deve ser: se era o Planeta Venus, por que estes casos não ocorreram dias, semanas, meses antes?

Aqui voltamos ao já citado fator “atenção”. Antes dos relatos de Paulo e Benedito, as pessoas não tinham sua atenção despertada para mistérios celestes. Após, a seqüência de eventos é que eles passaram a prestar atenção. Além disso, até o dia 30, Vênus não estava bem visível naquele período e naquela posição. Conforme a posição de Vênus e da Terra, em relação ao Sol, em determinadas épocas ele aparece no amanhecer ou no por do sol. Durante estes períodos está numa fase de transição onde passa à frente ou atrás do sol, impedindo a visualização a partir da Terra.

Depois do dia 30 de dezembro, Venus completou a transição e dia após dia foi surgindo cada vez mais tarde. O auge foi no dia 18 de janeiro, quando estava mais alto no céu, mas ainda a oeste, e mais luminoso. Não temos dados sobre as condições climáticas daqueles dias, mas períodos de chuva, em que por vários dias o céu permanece encoberto poderia esconder a evolução do planeta. Assim, quando finalmente o céu limpa, teríamos um objeto muito brilhante que não estava lá até alguns dias atrás.

Casos legítimos

Dentro da onda de Itaperuna, permaneceriam inexplicados, além dos casos de Benedito e Paulo, os casos nº 3 (segunda parte), 4 (Km 2, da RJ-100), 5 (médico Walter), e 6 (da Rua Assis Ribeiro).

No caso nº3, temos o relato de um objeto, do tamanho de um Volks, escuro, que era realçado por um névoa branca. No caso nº 4 temos um objeto em forma de anel, com seu interior transparente e também envolto em névoa ou fumaça branca. No caso nº 5, também temos um objeto com o interior transparente. Desta vez temos a clássica descrição do movimento em zig-zag. No caso nº 6, temos 80 testemunhas diretas de um objeto luminoso arredondado, também com interior transparente. Este objeto, embora redondo e luminoso não se enquadraria em erro de interpretação devido ao óbvio deslocamento, inclusive desaparecendo a 60º acima do horizonte (Vênus, no momento da observação estava a pouco mais de 10º em relação ao horizonte).

Tão misteriosamente como iniciou, a onda de Itaperuna terminou. Depois dessa época ocorreram casos esporádicos de avistamentos a média e longa distância, mas, nada significativo como tivemos no final de 1971.

[…]

Concluindo

A pesquisa desta importante onda ufológica continua. Nosso trabalho de coleta de dados continua a partir dos próximos Boletins da SBEDV onde novos dados são disponibilizados. Concluindo esta etapa temos livros de pesquisadores envolvidos e documentos da Força Aérea Brasileira que trazem informações adicionais e que serão devidamente analisadas por nossa equipe, resultando em novas atualizações para este estudo.

Novos casos serão acrescentados e ao final poderemos realizar uma estatística apropriada desta curta, mas intensa onda ufológica do ano de 1971.

A Onda Ufológica de Março de 1978

[…]

O Arquivo

Referências originais do texto:

  1. “Objeto voador caiu em São Paulo: nada foi encontrado ainda” – Folha da Tarde, São Paulo, 11/03/1978
  2. “Misterioso OVNI é procurado na Serra da Cantareira” – Cidade de Santos, Santos, 11/03/1978
  3. “Disco Voador explode na Serra da Cantareira” – Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 12 /03/1978
  4. “Tripulantes e muitos populares viram o objeto voador em são Paulo” – Notícias Populares, São Paulo, 13/03/1978
  5. “Objeto voador avistado em São Paulo e Brasília” – Folha de São Paulo – 13/03/1978
  6. “Milhares de pessoas viram o disco voador” – O Estado de São Paulo – 13/03/1978
  7. Discos sobrevoam o Rio: Coronel Aviador viu tudo” – Ultima Hora, Rio de Janeiro, 13/03/1978
  8. “Discos voadores deixam muita gente em pânico” – A notícia, Rio de Janeiro, 13/03/1978
  9. “Objetos no céu, mistérios no Rio” – O Globo, Rio de Janeiro, 13/03/1978
  10. “Astrônomo: Fenômeno no céu era meteoro” – O Globo – Rio de Janeiro 14/03/1978
  11. “Astrônomo diz que objeto voador visto no domingo pode ser satélite da NASA” – Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 14/03/1978
  12. Fotografado em Cabo Frio o objeto luminoso – Cabo Frio parou para ver o disco voador” – O Fluminense, Niterói – 14 /03/1978
  13. “Objeto voador avistado também nos céus do Rio” – O Estado de são Paulo – São Paulo – 14/03/1978
  14. “Mais gente viu o disco voador” – Ultima Hora, Rio de Janeiro, 15/03/1978.
  15. “Objeto estranho assusta Serrânia” – O Estado de São Paulo – São Paulo, 18/03/1978.

Fenomenum

DISCO VOADOR POUSA EM ITAPERUNA – RJ

Fenomenum

Outro caso ocorrido em Itaperuna, RJ, desta vez com o pouso de disco voador tripulado em um campo de aviação, em 20 de setembro de 1971.

O Sr. Manuel, pai de 13 filhos, é administrador de um campo de aviação onde tem um anexo com salão e bar, além da casa onde reside. A localização do campo permite grande visibilidade, oferecendo uma vista panorâmica de toda a cidade.

No dia 20 de dezembro de 1971, à noitinha, estava o Sr. Manuel limpando e lubrificando sua espingarda, quando notou uma luz forte que se aproximava. Pensando ser um avião prestes a aterrissar; fechou o portão e saiu pela porta dos fundos, caminhando uns 15 metros. Então, percebeu, à distância de uns 100 metros, já pousado no chão, na direção Sudeste, uma estranha nave, arredondada ou ovalada, transparente, inteiramente iluminada por uma luz azulada e forte.

Curioso, atravessou a estrada, aproximando-se mais um pouco, até alcançar uma cerca. Estava então a 50 metros do aparelho, que tinha uma altura de 2,50m e que era mais alto que largo, apresentando um bico pouco acentuado na frente. Ao seu lado estava um homenzinho de uns 90 centímetros, de cabeça descoberta e roupa esverdeada. O pequeno deu uma volta em torno do objeto e parou repentinamente, como se tivesse percebido a presença do Sr. Manuel. Este e também o tripulante permaneceram imóveis, fitando-se mutuamente, durante uns 3 ou 4 minutos. Depois o tripulante virou-se de costas, elevou-se no ar, levitando até ultrapassar a aeronave. Então, parou bem encima da cúpula e desceu por uma abertura como se estivesse afundando em pé numa piscina.

A transparência do objeto permitiu ao observador ver mais dois tripulantes semelhantes entre si, sentados e olhando na direção da testemunha. Este não percebeu o que o tripulante fez depois de entrar no disco, mas, observou que os dois outros colocaram as mãos em alguma coisa ao lado e a nave decolou, continuando seu voo na mesma direção de onde viera, desaparecendo atrás de uns morros distantes.

Itaperuna News

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