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Itaperuna News

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A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou, nesta terça-feira, em segunda discussão, o projeto de lei que proíbe que as empresas concessionárias de água, luz e gás do Estado do Rio cobrem por estimativa. O projeto, de autoria do deputado Dionísio Lins (PP), visa resguardar o direito do consumidor em cobranças de consumo através de uma suposição. O governador Luiz Fernando Pezão tem até quinze dias para sancionar ou não a lei.

Segundo Dionísio Lins, o número de reclamações de consumidores nos órgãos de defesa do consumidor é cada vez maior. “Em alguns locais, as concessionárias não atuam de forma clara, levando o consumidor a dar prejuízos financeiros. Fazem aferição do consumo por simples estimativa de área e cômodos”, disse.

O projeto de lei ainda determina que as cobranças retroativas só poderão ser cobradas do consumidor desde que seja comprovado algum tipo de adulteração por um perito; e a troca e o conserto dos aparelhos serão de responsabilidade das concessionárias e não do consumidor.

Em caso de descumprimento da lei, o infrator estará sujeito às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), podendo sofrer multa que varia de mil até 100 mil Ufirs, sendo que os valores arrecadados serão revertidos para o Fundo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (FUMDC).

O Dia

Foto: Daniel Castelo Branco

Clubes e Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) se reuniram na tarde desta terça-feira (16) para sortear grupos e tabela do Campeonato Carioca de 2019. A competição começa em 19 de janeiro e termina em 21 de abril. O regulamento é o mesmo de 2018: Taça Guanabara (primeiro turno), Taça Rio (segundo turno), semifinal geral em jogo único e decisão em duas partidas.

A semifinal será novamente disputada entre os campeões de turno – que jogam com a vantagem do empate – e os dois melhores times da classificação geral, algo que gerou polêmica, mas que força a realização de uma decisão em duas partidas, impedindo um título direto. Caso a mesma equipe vença as taças Guanabara e Rio, ela se classifica direto para a final e os quatro subsequentes disputam uma espécie de repescagem.

Também a exemplo da atual temporada, dois clubes sairão da Seletiva que começa já em dezembro com America, Americano, Goytacaz, Macaé, Nova Iguaçu e Resende. Os outros quatro seguirão jogando o Grupo X, onde os dois últimos serão rebaixados para a Série B1 e a disputarão no próprio ano de 2019. Os dois restantes voltam a disputar a Seletiva em 2020 com os promovidos da Segundona e os dois últimos da classificação geral.

Outra novidade é a diagramação da tabela buscando a realização de clássicos somente aos finais de semana visando melhor expectativa de público. Apenas a decisão da Taça Rio, marcada para o dia 3 de abril, será em uma quarta-feira. Os demais serão sempre aos sábados e domingos.

CARIOCA 2019 – GRUPOS

Grupo B: Vasco, Fluminense, Portuguesa, Madureira, Volta Redonda e 2º da Seletiva

Grupo C: Botafogo, Flamengo, Boavista, Cabofriense, Bangu e 1º da Seletiva

DATAS

Início: 19/01

Primeiro clássico: 26 ou 27/01 – Flamengo x Botafogo

Final da Taça GB: 17/02

Final da Taça Rio: 03/04

Semifinais: 06 e 07/04

Finais (ida e volta): 14/04 e 21/04

PRIMEIRA RODADA

Fluminense x Volta Redonda

Madureira x Vasco

Portuguesa x 2º da Seletiva

Flamengo x Bangu

Cabofriense x Botafogo

Boavista x 1º da Seletiva

FutRio

Foto: Gabriel Farias (FutRio)

Como todo paciente de quimioterapia, a jovem catarinense Marcella Cunha, de 20 anos, que sofre de um tipo de câncer chamado linfoma de Hodgkin de esclerose nodular, tem dificuldade para se alimentar, devido aos efeitos colaterais do tratamento. Eles incluem náuseas, vômitos, feridas na boca, aftas, mucosite (lesões na mucosa) e a sensação de boca seca.

Mas, agora, ela conta com um alimento que, além de aliviar esses problemas, funciona como suplemento, atendendo suas necessidades nutricionais. Trata-se de um sorvete especial, desenvolvido por uma equipe de nutricionistas da Universidade Federal de Santa Catarina (USFC).

O produto é resultado do Trabalho de Conclusão de Residência (TCR) no Hospital Universitário da UFSC, da nutricionista Paloma Mannes, especialista em Saúde com Ênfase em Alta Complexidade.

“Eu e minha preceptora, Akemi Arenas Kami, e minha orientadora, Francilene Gracieli Kunradi Vieira, pensamos em algo que fosse aplicável no dia a dia dos pacientes, viável do ponto de vista econômico e prático para o hospital, além de amenizar os sintomas mais decorrentes do tratamento quimioterápico”, conta.

“Por isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica e detectamos que um alimento gelado atenderia todos esses requisitos.”

A princípio, a equipe pensou em fazer geladinhos caseiros, mas uma empresa fabricante de sorvetes de Florianópolis se interessou pelo trabalho e resolveu produzi-lo, o que continua fazendo até hoje.

“O principal objetivo da criação desse produto é proporcionar aos pacientes o consumo de um alimento saboroso e nutritivo, que contemple não apenas a questão nutricional, pois ele tem alta densidade energética e é fonte de fibras e de proteínas, mas que também seja saboroso – considerando que durante o tratamento o paladar encontra-se alterado e são inúmeras as queixas de falta de apetite -, que contribua com a redução dos efeitos colaterais da quimioterapia e proporcione um tratamento mais humanizado”, explica Paloma.

Desejo por frutas

Segundo Francilene, a opção pela criação do produto também levou em conta estudos prévios que demonstraram que pacientes em quimioterapia apresentam entre seus principais desejos alimentares a ingestão de frutas, sucos e sorvete. Quanto a sua receita, ela diz que ele é feito com ingredientes diferentes dos convencionais.

“O que desenvolvemos contém açúcar orgânico, a polidextrose, que é uma fibra solúvel, a proteína isolada de soro de leite, mais conhecido como whey protein, e o azeite de oliva sem sabor”, revela.

De acordo com ela, essa composição resultou em um produto altamente calórico como os sorvetes tradicionais, mas sendo também fonte de proteína de alto valor biológico e fibra, com baixo teor de gordura total, sem gordura trans, glúten ou lactose.

“Os sabores – morango, chocolate e limão – foram escolhidos por serem os mais tradicionalmente comercializados e aceitos pela população em geral”, diz Francilene.

O sorvete foi criado em 2017. O tempo decorrido entre as discussões sobre o desenvolvimento do produto e as análises de aceitação sensorial foi de um ano.

“Após determinarmos os ingredientes e suas quantidades, fizemos a análise sensorial dele com dois grupos de provadores”, conta a pesquisadora. “Um deles formado por 30 pacientes com câncer em quimioterapia, e o outro grupo composto por 108 consumidores saudáveis.”

Cada provador recebeu uma amostra dos três sorvetes e atribuiu uma nota aos produtos, a partir de uma escala sensorial que variava de 1 a 7 pontos, sendo que notas acima de 5 indicariam a aceitação.

Para que fosse considerado aprovado por suas propriedades sensoriais e pudesse ser comercializado, era preciso que pelo menos 75% dos participantes dessem notas acima de 5 para cada uma das amostras.

De acordo com Francilene, os resultados da aceitação para os três sabores foram bem sucedidos, pois obteve-se uma média que variou de 77% a 98%.

“Podemos concluir que a escolha cuidadosa dos ingredientes tornou possível que desenvolvêssemos um produto de alto valor nutricional e com excelente aceitação pelo público, tanto o saudável quanto aquele em tratamento contra o câncer”, diz.

“Esse resultado está possivelmente associado ao fato de que sorvete faz parte de um repertório alimentar reconhecido e apreciado pela população. Por isso, ele representa uma possibilidade terapêutica promissora, tanto na prevenção como na recuperação do estado nutricional de indivíduos doentes, e também para a população em geral que prefere uma versão saudável do produto.”

Conforto

Aline Valmorbida, outra integrante da equipe, lembra mais um benefício do sorvete.

“Além de amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia, também vale ressaltar a importância do produto para a humanização da assistência em âmbito hospitalar”, diz.

“Fornecer um alimento tão gostoso e apreciado pela população em geral e ainda com qualidade nutricional traz um pouco de conforto em um momento tão difícil e delicado na vida das pessoas com câncer.”

Que o diga Marcella. “O sorvete é muito gostoso, refrescante, alivia as minhas dores e irritações no sistema digestivo, é nutritivo e me causa muito prazer ao enfrentar momentos de mal estar geral”, diz.

Ela descobriu que estava com câncer em julho e começou a fazer quimioterapia no início de agosto, tendo que ficar um tempo no hospital para isso.

Marcella conta que consumia o produto todos os dias quando estava internada e que continua tomando em casa agora.

“Por ser um suplemento alimentar, me ajuda a não perder peso e a vencer a fraqueza, pois muitas vezes não consigo me alimentar, por causa do inchaço na garganta e das irritações estomacais”, explica. “O sorvete é um grande alívio, além de ser um excelente alimento.”

Ela também elogia a equipe que desenvolveu o produto.

É muito bom saber que existem profissionais que se preocupam com o nosso bem estar na luta contra o câncer, que não é fácil e vem acompanhada de muitos desafios”, diz. “Por isso, traz grande conforto ver tamanho carinho dos especialistas envolvidos em nos ajudar nessa fase difícil por que estamos passando”.

BBC

Foto: BBC

O novo Chromecast de terceira geração foi anunciado na semana passada e já está à venda em 12 países, incluindo Estados Unidos, Inglaterra e Japão. O Brasil não faz parte desse grupo, mas há uma boa notícia: o Google confirmou a intenção de lançar o dispositivo por aqui.

A informação foi dada à Exame. No entanto, a companhia não revelou a data de lançamento, tampouco deu estimativa de preço. O que é praticamente certo é que não teremos novidades neste ano: no comunicado de lançamento do novo Chromecast, o Google destacou que os países que não fazem parte da primeira leva receberão o dispositivo a partir de 2019.

Nos Estados Unidos, o novo Chromecast continua custando US$ 35. É de se esperar que, no Brasil, o valor pouco mude em relação aos preços praticados hoje, normalmente variando entre R$ 200 e R$ 300.

Tecnicamente, a terceira geração do Chromecast não traz grandes avanços. A principal novidade é a compatibilidade com redes Wi-Fi 802.11ac (Wi-Fi 5) de 5 GHz.

Assim como a atual geração, o novo Chromecast reproduz vídeo em full HD (com até 60 quadros por segundo). A resolução 4K continua sendo exclusividade do Chromecast Ultra, modelo lançado em 2016, mas que permanece no mercado.

Tecnoblog (Emerson Alecrim)

Antes de morrer, o físico britânico Stephen Hawking, falecido em 14 de março, escreveu uma matéria sobre seus receios quanto a um perigo que a humanidade pode vir a enfrentar em breve.

Segundo comunica o jornal The Sunday Times, citando o último livro do cientista “Brief Answers to Big Questions” (“Breves Respostas para Grandes Questões”, em tradução livre) que deverá ser publicado em 16 de outubro, Hawking responde a perguntas essenciais do nosso tempo.

Em particular, o físico supõe que, um dia, as pessoas ricas começarão a modificar o DNA para melhorar suas capacidades corporais.

“Algumas não poderão superar a tentação de aperfeiçoar as caraterísticas humanas, por exemplo, a memória, resistência a doenças, expectativa de vida”, o jornal cita o texto do livro.

Assim, Stephen Hawking espera que, devido ao aparecimento de “super-humanos”, pessoas comuns venham a formar uma casta separada e, em seguida, desaparecerão completamente da Terra.

Stephen Hawking prediz futuro

Hawking fez sérias declarações sobre o destino da humanidade em geral.

Por exemplo, o cientista assegurou que a humanidade deixaria de evoluir, pois aprenderá a mudar suas caraterísticas mudando o DNA. Isso lhes permitira realizar viagens espaciais e colonizar outros planetas.

Em um momento de sua vida, o físico começou a comparar vírus de computador com organismos vivos.

“Tenho medo de a inteligência artificial ser capaz de substituir as pessoas”, Hawking confessou em entrevista ao jornal Wierd, adicionando que chegará um dia quando os programas conseguirão se reproduzir e, assim, se tornarão mais inteligentes do que os humanos.

Méritos científicos do físico britânico

Stephen Hawking é considerado por muitos um gênio único e o físico mais brilhante desde Albert Einstein. Entretanto, algumas das descobertas científicas teóricas que realizou no campo da cosmologia e especialmente no estudo dos buracos negros não puderam ser confirmadas por dados de observação, o que o afastou da possibilidade de ganhar um Nobel.

Hawking foi o primeiro a estabelecer uma teoria da cosmologia explicada por uma união da teoria geral da relatividade e da mecânica quântica. Ele é um partidário vigoroso da interpretação de múltiplos mundos da mecânica quântica.

Hawking teve uma forma rara de início precoce, progressiva, de esclerose lateral amiotrófica (ALS) que gradualmente o paralisou ao longo das décadas. Hawking surpreendeu médicos em todo o mundo, enquanto vivia apesar da doença que geralmente leva à morte dentro de anos. O diagnóstico da doença foi feito quando ele tinha 21 anos.

O físico britânico morreu no dia 14 de março, em Cambridge. Os restos mortais de Stephen Hawking foram enterrados na Abadia de Westminster, ao lado de cientistas como Isaac Newton, Charles Darwin, J.J Thompson e Ernest Rutherford.

Sputnik

Foto: CC BY 2.0/Lwp Kommunikáció

Embora tenha enfrentado muitas dificuldades na adaptação ao sistema escolar do país, ele decidiu que sua única filha também frequentaria a rede pública local, mesmo tendo a opção de matriculá-la em uma das escolas brasileiras existentes na província de Gunma, onde reside.

Além da qualidade do ensino que faz o Japão estar em posição de destaque nos rankings mundiais de educação, Hirano elogia algumas peculiaridades do sistema que conheceu como estudante.

Diz que tarefas como a limpeza da sala feita pelos próprios alunos e atividades extracurriculares de esporte e artes ensinam o respeito à coisa pública e a importância do trabalho em grupo. Esses são apenas alguns dos exemplos do Japão que ele gostaria de ver implantados no Brasil.

Há outras razões para preferir o modelo educacional japonês. “Para se dar bem em uma empresa, você precisa entender, por exemplo, como é a relação entre um veterano e um novato (sempai-kohai). Isso se aprende no dia a dia da escola”, afirma.

A filha Lisa, de 13 anos, vivencia isso atualmente. Como parte da equipe de vôlei da escola, ela precisa treinar de domingo a domingo – mas não entra em quadra nos campeonatos, porque a função dos alunos do primeiro ano é apanhar a bola jogada para fora da quadra e dar suporte às demais jogadoras.

Dependendo do esporte, há tarefas como repor a água e carregar o material esportivo dos veteranos.

Embora não seja obrigatório, os alunos participam dessas atividades extracurriculares por temerem ser excluídos do grupo. Os treinos tomam praticamente todo o tempo de quem estuda e também de quem ensina.

Além das aulas e da responsabilidade com os times e banda da escola, a rotina de um professor no Japão inclui aconselhamento, serviços administrativos e visitas às casas dos alunos.

De acordo com relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), os professores japoneses são os que mais trabalham entre os países desenvolvidos.

Eles cumprem 1.883 horas por ano, contra a média mundial de 1.640, mas o tempo que passam efetivamente dando aulas é menor do que em outros países industrializados.

Nos seis primeiros anos do Ensino Fundamental, são 610 horas, quando a média da OCDE é de 701, e nos últimos três anos chega a 511 horas anuais, contra 655 na OCDE.

Os pais também têm muitas tarefas a cumprir, principalmente se o filho estiver no Ensino Fundamental.

Por exemplo, eles são orientados a se inscrever na Associação de Pais e Mestres para participar do cotidiano escolar e ajudar professores. Tem ainda limpeza da escola, patrulhamento de trânsito e ajuda na gincana esportiva.

CHOQUES DE CULTURA

Embora a educação no Japão seja compulsória até os 15 anos, essa obrigatoriedade não é cobrada dos estrangeiros.

Com isso, uma parcela dos brasileiros prefere colocar os filhos em escolas administradas por conterrâneos, pensando em retornar à terra natal, por desconhecer o sistema de ensino do Japão ou por medo das crianças virarem “japonesinhas” no linguajar e no comportamento.

Em uma tentativa de amenizar o choque cultural, o cartunista Maurício de Sousa criou a cartilha Turma da Mônica e a Escola no Japão, distribuída em escolas japonesas com alunos brasileiros e entre pessoas que se preparam para morar no arquipélago.

“As escolas do Brasil e do Japão são muito diferentes nos hábitos e costumes, por isso é bom que as pessoas já saibam o que vão encontrar lá, para que a adaptação seja facilitada e a criança consiga se enturmar mais rápido”, diz.

Até a lista de materiais pedidos no Japão é diferente. Inclui, por exemplo, capa de prevenção de acidentes (bosai zukin) e uma espécie de sapatilha (uwabaki) que deve ser calçada sempre que a criança entra na escola. Ela fica guardada em uma sapateira com divisão por série colocada na porta de entrada.

Os pais também precisam providenciar a máscara cirúrgica usada pelos alunos encarregados no dia por servir a merenda aos colegas, além do pano de pó (zokin) para a limpeza da classe, feita em rodízio ao final da aula.

APRENDENDO CUIDADOS COM A LIMPEZA

Segundo o professor Toshinori Saito, essas tarefas ajudam a criança a desenvolver o conceito de cidadania e a respeitar o que é público. Outras tarefas simples, como lavar e secar as caixinhas do leite servido na merenda, despertam a consciência para o meio ambiente.

Saito leciona há mais de uma década e foi para o Brasil como voluntário da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) ensinar japonês em um colégio particular de São Paulo por dois anos. Lá, estranhou o baixo número de homens dando aulas, principalmente no ensino básico.

No Japão, eles representam 37,7% do corpo docente dos primeiros anos e 57,7% dos anos finais do Ensino Fundamental, enquanto nas escolas brasileiras apenas 11,1% dos professores do primeiro ciclo e 31,1% do segundo ciclo são do sexo masculino.

“Aqui, o magistério é uma carreira bem respeitada”, afirma.

Atualmente, Saito acumula funções em uma escola pública da província de Kanagawa, onde é professor do primeiro ano do ensino fundamental e responsável pela sala internacional voltada a estrangeiros com dificuldades no aprendizado.

Ele faz a ponte entre a escola e o aluno. “O envolvimento da família na educação é essencial para se obter resultados”, diz.

No Japão, há um apoio mútuo entre escola e comunidade.

Nas portas de casas e estabelecimentos comerciais é muito comum encontrar um selo escrito “Kodomo 110ban”, usado para identificar os locais que as crianças podem usar como refúgio sempre que sentirem algum tipo de ameaça.

Também muitos pais costumam colar, no cesto da bicicleta, uma placa que diz “em patrulhamento”.

O governo quer manter essa relação próxima com a comunidade e também se voltar para o mundo.

É por isso que rascunha mudanças em seu sistema de ensino. A percepção é que o atual modelo com ênfase na reprodução de conteúdo, disciplina em grupo e obediência – que tão bem serviu nos séculos 19 e 20 para transformar o país em uma grande potência mundial – parece menos eficiente no cenário atual, que busca pessoas criativas e participativas.

“O problema do Japão é que os japoneses ficaram presos ao seu próprio sucesso”, diz o professor Daisuke Onuki, do Departamento de Estudos Internacionais da Universidade Tokai, que diz que o fato de os japoneses claramente reconhecerem a educação como caminho para a prosperidade de seus filhos também contribuiu para os bons resultados que o país acumula.

Mas em tempos em que é preciso formar profissionais globalizados e criativos, o governo japonês tem feito uma série de mudanças.

A próxima está prevista para entrar em vigor em 2020, com a valorização da aprendizagem ativa (onde o aluno é estimulado a buscar a resposta) e do ensino do idioma inglês na rede pública. A reforma prevê, ainda, mudar as regras no vestibular para ingresso nas universidades.

No novo tipo de exame, o candidato que tiver mais facilidade para analisar dados e informações contidas nas questões poderá se sair melhor, acredita o estudante brasileiro Victor Keini Kaetsu, de 17 anos, filho de pai japonês e mãe brasileira.

Ele vai prestar a prova de admissão para o curso de Licenciatura em Pedagogia na Universidade de Saitama no ano que vem, ainda pelo modelo atual em que todos os vestibulandos fazem o exame nacional (Centa Shiken) com mais questões de memorização.

Só por curiosidade, Victor fez um simulado do novo vestibular e diz que não gostou das questões apresentadas.

Mas não está preocupado com isso. Seu desafio é ser aprovado na prova de admissão à moda antiga, como fez seu irmão Leonardo, 20, um dos raros estrangeiros a cursar Direito na Universidade de Tóquio, considerada a melhor do Japão. Ele prestou o vestibular três anos atrás e acha que, embora não seja perfeito, o atual exame é imparcial.

CONSTRUINDO EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Os japoneses sempre estiveram nas melhores posições nos rankings mundiais de avaliação.

No mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), a famosa prova trienal da OCDE para estudantes de 15 anos, o Japão ficou em 2º em ciências e 5º em matemática, com Cingapura no topo do ranking e o Brasil na 63ª e 65ª posições, respectivamente.

Nas provas de compreensão de texto, porém, o Japão caiu da 4ª posição em 2012 para a 8ª no Pisa 2015. O Ministério da Educação atribuiu essa queda no desempenho ao declínio no vocabulário, com mais jovens usando smartphones e lendo menos.

Os resultados do Pisa sempre tiveram impacto na política educacional do Japão, e já incomodaram mais, como ocorreu no chamado Choque Pisa 2003.

Naquela edição do programa, os japoneses saíram da lista dos dez melhores em uma das matérias, o que gerou críticas à política “yutori kyouiku” (educação sem pressão) que tinha entrado em vigor, com o fim das aulas aos sábados e enxugamento do conteúdo curricular em 30%.

Depois do choque, algumas escolas conseguiram autorização do Ministério da Educação para retomar o calendário de seis dias de aula. E o governo decidiu resgatar parte do conteúdo curricular quando fez a primeira revisão da história da Lei Fundamental da Educação de 1947, incluindo medidas para estimular o respeito à cultura e o patriotismo.

Encontrar o ponto de equilíbrio nessas reformas é o grande desafio enfrentado pelo Japão. “Os professores foram formados para dar aulas seguindo orientações básicas repassadas pelo governo. E agora, com as reformas de 2020, estão pedindo para eles serem diferentes, mandando que sejam livres para montar suas próprias aulas”, observa Onuki.

O modelo japonês vem do período Meiji (1868 a 1878), quando a educação foi fundamental para o desenvolvimento de uma identidade nacional.

“Incentivou a educação para todos e ajudou a formar a nação e um povo disciplinado e trabalhador para servir o país. Tudo isso contribuiu para a industrialização. Porém, o mundo já passou dessa fase”, lembra o professor Onuki.

Ele foi responsável pela aula de Japanologia do curso de Pedagogia para brasileiros residentes no Japão, ministrado à distância entre 2009 e 2012 através de acordo entre a Universidade Federal do Mato Grosso e a Tokai.

A maioria das pessoas formadas já atuava em uma das 72 escolas brasileiras existentes na época e o restante trabalhava em redes públicas japonesas como mediadoras culturais.

BBC

Foto: Fatima Kamata/BBC News Brasil

O Mageense confirmou a vantagem conquistada no primeiro jogo da final da Série C (Quarta Divisão) do Carioca e faturou, neste domingo (14), o título da Quartona, com um empate em 0 a 0 com o Itaboraí Profute, no Estádio Giulite Coutinho. Como tinha vencido a partida de ida por 3 a 1, a equipe de Magé segurou a igualdade em um jogo truncado e garantiu a conquista do título em seu primeiro ano como clube profissional, além do acesso à Série B2 do ano que vem.

Com a vantagem de dois gols para os alviverdes, a partida começou com o Profute, naturalmente, indo para cima. Aos seis minutos, a primeira chance: Fabio cabeceou para fora após cruzamento de Suellington. Pouco depois, Suellington carregou bola pela intermediária e bateu, mas ao lado do gol de Serjão. O Mageense procurou se fechar mais na defesa e garantir a vantagem que tinha no placar, mas nem por isso deixou de atacar também.

Aos 15, Darlan deixou a bola de peito para Eto’o, que chutou nas mãos de Willian. No lance seguinte, novamente Darlan apareceu para chutar e Willian defendeu. Mais tarde, foi a vez de Eto’o bater cruzado, mas o goleiro Willian espalmou. Mesmo assim, o Profute não desistiu e acreditava em um gol que colocasse fogo no jogo. Aos 31 minutos, Emerson Carioca deu um lindo passe em profundidade para Lelê, que recebeu e chutou, mas para fora. A última chegada do Mageense foi em um belo lance de Eto’o, que deu chapéu em Fábio e disparou pela linha de fundo.

No segundo tempo, o nível do jogo caiu bastante e o cenário era de ataque do Profute e defesa do Mageense. Os ataques da equipe de Paulo Roberto Miúdo eram ineficazes e, mesmo com as seguidas substituições, o time não conseguia penetrar na boa retaguarda do time alviverde. Chances claras de gol, antes da parada técnica, simplesmente não existiram.

O Profute foi se desesperando e só foi chegar aos 29, quando Marcos Japão quase fez gol olímpico, mas a bola foi para fora. Pouco depois, a melhor chance do jogo: Emerson Carioca recebeu bola na meia-lua, mas escorregou na hora da finalização, batendo por cima do gol. As chances do Profute foram enterradas de vez aos 37, quando Emerson Carioca levou um cartão amarelo, reclamou ostensivamente contra o árbitro Alex Gomes Stéfano e foi expulso. O atacante só foi retirado do campo após ser contido por companheiros e membros da comissão técnica.

No fim, a merecida festa foi do Mageense, com um show da torcida e uma grande comemoração, deixando ainda mais verde o gramado de Edson Passos. A nota triste ficou por conta do tiroteio que aconteceu após a partida, do lado de fora do Giulite Coutinho, deixando uma pessoa ferida. Um fato que manchou a tarde de festa, mas que não tira do clube de Magé o feito histórico de chegar a seu primeiro título profissional.

A PARTIDA

Mageense 0x0 Itaboraí Profute – Campeonato Carioca Série C, final, jogo de volta – 14/10/2018 às 15h

Estádio Giulite Coutinho (Mesquita – RJ)

Árbitro: Alex Gomes Stefano

Assistentes: Daniel Botelho Rodrigues e Diego Machado Rocha

Itaboraí Profute: Willian; Régis (Mário 8’/2ºT), Robson, Fábio e Marcos Japão; Lucas Bolt, Matheus Cruz, Suellington (Romário 8’/2ºT) e Digreg; Lelê (Brian 20’/2ºT) e Emerson Carioca. Técnico: Paulo Roberto Miúdo.

Mageense: Serjão; Luiz Cláudio, Paulão, Jhonata e Marcos Paulo; Dedi, Rodrigo Lopes (Perdigão 29’/2ºT), Rodriguinho e Miguel; Eto’o (Carlinhos 27’/2ºT) e Darlan (Vitor Borges 32’/2ºT). Técnico: Maurinho.

Cartões amarelos; Robson, Régis, Emerson Carioca, Brian (IPF); Rodrigo Lopes, Perdigão (MAG)

Cartão vermelho: Emerson Carioca (IPF), 37’/2ºT

Gols: não houve

Renda e público: não disponíveis

FutRio

Fotos: Marcos Faria

Atenção Departamento Municipal de Trânsito! Veja o relato do cidadão Fábio José Guimarães sobre motoristas, motociclistas e ciclistas que transitam pela contramão, na Rua Júlio César!

“Gostaria que o DEMUT (Departamento Municipal de Trânsito) realizasse ações educativas e punitivas na Rua Júlio César, Bairro Vinhosa. Passo nesta rua todos os dias, pois, é caminho para o meu trabalho. Todos os dias me deparo com motos e bicicletas trafegando na contramão. ONTEM, 12 DE OUTUBRO, ATÉ UM CAMINHÃO ESTAVA TRAFEGANDO NA CONTRAMÃO. É UM ABSURDO! As pessoas não respeitam nada! Os ciclistas, infelizmente, nós já até nos acostumamos a ver transitando pela contramão em toda cidade. Isso é simplesmente questão de FALTA DE EDUCAÇÃO! Agora, motos e até caminhões… Já passou da hora de intensificar uma blitz para coibir esses abusos. Que cidade é esta?! Faço este apelo ao DEMUT, que tem profissionais excelentes, que possa resolver este problema, antes que aconteça uma tragédia! Obrigado”.

Fica a nossa torcida e apelo para que haja uma fiscalização na referida rua!

Imagem: ilustração | Google Mapas

A Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) informou, sexta-feira, que vai lançar até o fim do ano uma nova versão do aplicativo Emergência RJ. A novidade é que os fluminenses vai receber em seu celular um alerta sobre operações policiais na área em que estiver localizado, com a chancela do órgão.

De acordo com a pasta, a nova função será desenvolvida por programadores da equipe da Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação da Secretaria de Segurança, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova.

“Esta nova funcionalidade permitirá ao cidadão tomar ciência de operações policiais, que possam oferecer risco a população, próximas a sua localização. Vale destacar que esta informação terá a chancela do Estado. É mais um serviço público de qualidade para a população fluminense”, disse Rodrigo Xavier, superintendente de Tecnologia da Informação e Comunicação da Secretaria de Segurança.

O aplicativo Emergência RJ foi desenvolvido em 2016 por meio de parceria entre a Seseg, CICC e a startup Nearbee, para denúncias de crimes eleitorais. As informações são encaminhadas diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e o anonimato é garantido. O aplicativo também recebe as demais ocorrências criminais feitas à Central do 190.

A nova versão do Emergência RJ vai manter as funções atuais do aplicativo, disponível para download na Apple Store e Google Play. Após a instalação do app, o usuário deve preencher os dados cadastrais e validar uma conta de e-mail ou Facebook, permitindo a identificação instantânea em um chamado.

Apesar do cadastramento do usuário, a denúncia contra qualquer crime eleitoral chegará com anonimato à Central do 190 e depois será encaminhada ao TRE.

O projeto do aplicativo foi selecionado na categoria Utilidade Pública/Inclusão Social como finalista do Prêmio Tela Viva Móvel 2017, considerado o mais importante e tradicional seminário sobre o mercado brasileiro de conteúdo.

O Dia

Durante cinco dias, mais de 40 autores locais e nacionais lançarão suas obras na 10ª edição da Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que vai acontecer no campus Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF) .

A abertura da bienal será no dia 20 de novembro, das 18h às 22h, e os lançamentos acontecerão a partir do dia 21, até as 20h.

Segundo a comissão de organização do evento, nomes já consagrados da literatura campista estarão em meio a novos nomes.

“Nós temos a representação jovem, a representação das mulheres e também os consagrados da região. Temos lançamentos de pessoas de Vitória, do Rio de Janeiro, ou seja, não se resume só à localidade. Isso mostra a importância de se ter um espaço para esses escritores estarem próximos do seu público. A intenção é chamar a atenção e incentivar o ato de escrever e de ler”, disse Vera Carvalho, gerente de literatura da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima.

Dois festivais acontecerão correrão dentro da bienal: o XX Fest Campos de Poesia Falada e o XVIII Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho.

Os interessados nos dois concursos devem consultar o edital publicado na edição do dia 17 de setembro Diário Oficial do município, nas páginas oito e nove ou entrar em contato através dos e-mails concursodecontos2018@gmail.com e festivaldepoesia2018@gmail.com.

G1

Foto: divulgação/Prefeitura de Campos

A Justiça suspendeu, nesta quarta-feira, a adoção das placas do Mercosul no Brasil. A decisão provisória é da desembargadora Federal Daniele Maranhão Costa, do Tribunal Regional da 1ª Região. O pedido de suspensão foi feito pela associação das empresas fabricantes e lacradoras de placas automotivas de Santa Catarina, a Aplasc.

De acordo com a decisão, uma das causas para a suspensão é que, na resolução de implementou as placas Mercosul, o Denatran ficaria responsável por credenciar as fabricantes de placas. No entanto, segundo a desembargadora, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece que essa função é dos Detrans.

A juíza concluiu dizendo que, “sem adentrar na pertinência dessas afirmações, o fato é que não pode, a despeito de solucionar um problema, criar outro, abstraindo da previsão expressa em lei que diz ser dos Detrans a competência para a atividade de credenciamento”.

Outa razão é que o Brasil deveria ter implementado o sistema de consultas e troca de informação das novas placas antes que as placas passassem a ser adotadas nos veículos.

“É impensável a adoção de um novo modelo de placas automotivas, que com certeza vai gerar gastos ao usuário, sem a contrapartida da implementação do sistema de informação integrado, sob pena de inverter indevidamente a ordem das coisas, pois a mudança do modelo visa a viabilizar a integração das informações com vistas à maior segurança e integração entre os países signatários do tratado.”

A implementação da placa em carros novos no Rio de Janeiro começou há cerca de um mês. Ainda não se sabe se, no caso do Rio, o Detran deverá voltar a utilizar o antigo padrão.

O Dia

Foto: divulgação / Manoella Mello

No jogo que marcou a sua estreia como titular na equipe Central Coast Mariners, da Austrália, Usain Bolt surpreendeu ao marcar dois gols na vitória por 4 a 0 sobre o Macarthur South West United, nesta sexta-feira, em Sydney, em amistoso de preparação para o início do Campeonato Australiano.

Determinado a conseguir trilhar carreira como jogador profissional de futebol depois de ter feito história como um dos maiores nomes do atletismo em todos os tempos, o astro jamaicano espera poder estar presente no confronto de abertura de seu time na liga australiana, no próximo dia 21, contra o Brisbane Roar.

“Minha primeira vez como titular e marcando dois gols, essa é uma boa sensação”, comemorou Bolt em entrevista ao canal FOX Sports depois do amistoso. “Estou feliz por poder vir aqui e mostrar ao mundo que estou melhorando. Estou ansioso para ser um ‘Mariner’ e entrar no time”, reforçou o ex-velocista oito vezes campeão olímpico no atletismo e recordista mundial das provas dos 100m e 200m.

Anteriormente, no dia 31 de agosto, Bolt atuou como ponta-esquerda em sua primeira partida pelo Central Coast Mariners e entrou na equipe apenas no segundo tempo. Agora ele foi escalado mais como um centroavante neste amistoso no Sydney Campbelltown Stadium e, aos 32 anos de idade, quase fez valer a sua estatura de 1,95m para abrir o placar no primeiro tempo ao completar um cruzamento com uma cabeçada que passou perto da trave esquerda do goleiro adversário.

O seu time abriu 2 a 0 nesta etapa inicial, mas Bolt só foi marcar o seu primeiro gol no segundo tempo, aos 10 minutos, em um forte chute de perna esquerda. Canhoto, ele assim fez a festa dos torcedores que queriam poder ver a estrela balançando as redes. Na comemoração, o jamaicano protagonizou o seu tradicional gesto com os braços, imitando o formato de um raio, que ele eternizou nas pistas de atletismo pelo mundo.

E Bolt ainda marcaria mais um, pouco depois, ao aproveitar uma bobeada da zaga adversária, que perdeu a bola e permitiu que o agora atacante apenas precisasse finalizar para o gol vazio. Ele depois foi substituído, sendo que acumulou seis arremates ao gol ao total no confronto.Festejado pela sua atuação, Bolt distribuiu autógrafos para muitos fãs após o confronto, no qual aumentou as suas chances de garantir a sua continuidade no Central Coast Mariners, com o qual ainda não fechou um contrato.

No final de setembro, o treinador da equipe, Mike Mulvey, disse que poderia esperar até janeiro antes de ter uma decisão final sobre as condições do jamaicano, que nesta sexta-feira disse que vai conversar com a comissão técnica do time na próxima semana para definir o seu futuro.

Bolt se aposentou do atletismo no ano passado, logo após disputar o Mundial de Londres, e de lá para cá ele fez aparições em treinos de times de futebol da Noruega, África do Sul e Jamaica, assim como participou até de um treinamento do Borussia Dortmund, em março, quando foi a estrela de uma ação publicitária veiculada à Puma, fornecedor de camisa do clube alemão e patrocinadora de longa data do ex-velocista.

Estadão Conteúdo

Inicialmente prevista para esta quarta-feira (10), a apresentação da nova comissão técnica do Goytacaz para 2019 ficou para o próximo dia 18 deste mês. Lideradas pelo técnico Athirson, as caras novas no Alvianil da Rua do Gás terão mais uma semana para alinhavar os últimos detalhes antes do começo definitivo dos trabalhos, que será seguido pela apresentação dos atletas. A semana a mais, ganha pelos profissionais, poderá servir para adiantar algumas negociações já iniciadas com jogadores e que estão sendo capitaneadas por Flávio Lopes, novo gerente de futebol.

Paulo Henrique, que vinha como técnico até este ano, agora será supervisor e comandará as ações dentro do futebol alvianil. Ele revelou o adiamento em relação ao planejamento inicial e se disse bastante otimista com as primeiras reuniões que já teve com o grupo com o qual trabalhará neste ano.

– Já tivemos uma boa reunião aqui no Rio de Janeiro. Eu, o Athirson, o Fernando Vanucci, que foi auxiliar no Zico no Japão e na China, junto com o Flávio (Lopes) e o nosso investidor. Foi uma reunião excelente, buscando algumas coisas que o Goytacaz precisa. E nos encontraremos de novo no dia 18 para fazer uma coletiva e apresentar todo o grupo, a comissão técnica inteira – disse Paulo Henrique, à Rádio Absoluta.

Depois de tantos anos como treinador, Paulo se vê em uma nova função e faz questão de se autodenominar o “manager” do Goytacaz. Segundo ele, o desejo de colocar o Goyta entre os maiores clubes do Rio de Janeiro, ao passar pela Seletiva, é maior do que nunca:

– Agora, eu estou largando a carreira de treinador e seguindo uma nova. Tentarei ajudar o Goytacaz cada vez mais nessa posição de “manager”. Não sou coordenador, nem diretor técnico, sou “manager” agora. Pretendo fazer um bom trabalho com toda a equipe e a diretoria, é uma nova etapa na minha vida. Estamos em busca desse sonho de ter o Goytacaz na primeira divisão. Um pedaço do sonho eu já consegui, mas encontramos no meio do caminho essa Seletiva, que não estava nos nossos planos.

FutRio

Foto: Gabriel Andrezo (FutRio)

Lucas Paquetá realiza exames médicos na manhã desta quarta-feira para assinar com o Milan, seu futuro clube. O meia de 21 anos chegou cedo a uma clínica na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, acompanhado de dois médicos do clube italiano para passar pelo procedimento padrão antes que sua venda seja oficializada. Ele joga até dezembro pelo Fla e se apresentará a seu novo clube em janeiro de 2019.

Recentemente, Paquetá passou com sucesso por uma bateria de exames feitos pelo Flamengo. O Milan tem essa informação, mas optou por ele próprio fazer uma nova série com seus médicos para cumprir o protocolo.

O Flamengo monitora os procedimentos. O clube, por sua vez, segue sem se manifestar oficialmente sobre a negociação. Desde a noite de terça-feira, o GloboEsporte.com tem tentado, sem sucesso, contato com a diretoria.

A operação foi concluída na casa dos 35 milhões de euros (sem contar o bônus por desempenho de Paquetá). O Flamengo receberá 70% deste valor, montante que detém dos direitos econômicos do camisa 11- ou seja, cerca de 25 milhões de euros. Os outros 30% são divididos entre o jogador e a Brazil Soccer, empresa que faz a gestão de carreira. Serão cinco anos de contrato com o Milan.

Milan mais incisivo que PSG

Firme na decisão de contratar Paquetá, o Milan atravessou as conversas bem adiantadas com o Paris Saint-Germain e venceu a disputa. A proposta de ambos é similar: cerca de 35 milhões de euros mais bônus por desempenho. Pesou a favor dos italianos a forma incisiva de condução das conversas e uma possibilidade maior de aproveitamento de Paquetá.

A transação foi conduzida pelo brasileiro Leonardo, apresentado em julho pelo fundo americano Elliot, que conduz o clube, como diretor esportivo. Desde o primeiro momento, o ex-lateral-esquerdo, revelado pelo próprio Flamengo, colocou Lucas Paquetá como alvo com a aprovação do treinador Gattuso.

Com o encaminhamento do acerto com o PSG, inclusive com o lobby de Neymar junto ao jogador, o Milan oficializou a proposta e seduziu os rubro-negros. Fontes ligadas a alta cúpula do Flamengo revelam que o CEO Bruno Spindel foi responsável por definir os detalhes finais da transação, pessoalmente em Milão.

GloboEsporte (Cahê Mota e Raphael Zarko)

Foto: reprodução da Internet | Site Flamengo

O governo do Estado vai antecipar o depósito dos salários de setembro para todos os 455.570 servidores ativos, inativos e pensionistas de todas as categorias.

O pagamento será efetuado nesta quinta-feira (11), nono dia útil do mês de outubro. O calendário de pagamentos determina que os depósitos ocorram no décimo dia útil.

A antecipação é resultado do incremento da arrecadação tributária prevista para o período. Será depositado pela Secretaria de Estado de Fazenda o valor líquido de R$ 1,7 bilhão. Os pagamentos serão efetuados ao longo do dia, mesmo após o término do expediente bancário.

O Fluminense

Os filhos de servidores da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) podem ter direito a uma reserva de 25% do total de vagas oferecidas no ensino fundamental da rede. É o que determina o projeto de lei 50/15, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) vota nesta quarta-feira (10), em segunda discussão.

Além do ensino fundamental, a proposta também estabelece uma reserva de 25% das vagas, aos filhos dos servidores da Faetec, no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj), localizado no bairro da Tijuca, na capital, e no Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert (Isepam), localizado em Campos dos Goytacazes.

Pela proposta, metade destas vagas, o equivalente da 12,5% do total, seria destinada aos filhos de professores, e a outra metade aos filhos dos demais servidores da Faetec. Uma regra similar já existe para o ingresso de filhos de funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) no colégio de aplicação da instituição.

EBC

Um fato preocupante foi revelado por uma pesquisa do SPC Brasil em 2018: a maioria dos brasileiros não está planejando a aposentadoria! Os números mostram que 78% dos brasileiros não possuem o hábito de planejar o futuro, ou seja, oito em cada dez brasileiros não estão se preparando financeiramente para a hora de se aposentar.

De acordo com a pesquisa ‘O preparo para a aposentadoria no Brasil’, os motivos para o não planejamento da aposentadoria são vários, dentre eles, o fato de não sobrar dinheiro no orçamento, 47%; e o desemprego, 22%. Já 19% dos entrevistados disseram que guardam dinheiro, mas, devido a problemas financeiros acabam tendo que abrir mão de esta economia.

O desejo de guardar algum dinheiro para a aposentadoria também foi um fator relevante identificado pela pesquisa, afinal, 77% dos entrevistados disseram que gostaria de desenvolver este hábito. E, para transformar o desejo em realidade é necessário um planejamento financeiro, observando se a quantia economizada durante determinado período será suficiente para atingir o valor pretendido.

A opção pelo consórcio, principalmente o consórcio de imóveis, tem sido utilizada como importante alternativa na hora de se planejar a aposentadoria dos sonhos. Segundo o gerente administrativo do Valor Consórcios, Vinícius Basile, a ‘aposentadoria imobiliária’ vem se destacando no setor.

– A locação de imóveis proporciona uma renda a mais aos aposentados, sejam eles da iniciativa pública ou privada. E o consórcio de imóveis tem conquistado espaço neste tipo de planejamento, pois, é um investimento de médio a longo prazo, com parcelas que se encaixam perfeitamente no orçamento do cliente – lembra Vinícius.

Manter as contas em dia – na atual conjuntura – nem sempre é tarefa fácil. O consórcio de imóveis vem se apresentando como excelente alternativa àqueles que desejam poupar, visando uma aposentadoria tranquila.

– Podemos dizer que o consórcio de imóveis também vem sendo utilizado como poupança. São muitas as pessoas que já possuem imóvel próprio e que desejam adquirir um outro bem, buscando ter uma renda extra no futuro. E como as parcelas podem ser pagas durante um tempo mais prolongado, os clientes enxergam no consórcio a sintonia perfeita em um investimento futuro, ou seja, um complemento em sua aposentadoria – finaliza o gerente administrativo do Valor Consórcios.

Mais informações sobre consórcios podem ser obtidas através do site e das redes sociais da empresa Valor Consórcios, ou pelos seguintes contatos: (22) 3811-0600 / 3824-6060 / 99794-0847 WhatsApp.

 

Informação: Agência Comuniqque

Imagem: reprodução da Internet | Freepik

Pai e filho campeões juntos, como jogadores titulares. História que poucas vezes se viu e será vista na história do futebol mundial, mas que aconteceu no Americano, campeão da Copa Rio no último final de semana. O volante Matheus Gama, de 19 anos, esteve atuando ao lado do pai, o veterano Luis Henrique, que está prestes a completar 39.

O que parecia algo improvável de ser realizado foi ganhando forma durante 2018, quando Matheus passou a ganhar espaço no elenco profissional do Americano, que possui como um dos seus principais líderes justamente Luis Henrique, goleiro e pai do volante.

– Realmente é histórico. Momento único na minha vida e da minha família. Eu projetava sim. Eu vinha conseguindo uns anos a mais e percebi que ele estava chegando e tinha condições. Mas não esperava de ser assim. Esperava um joguinho, dois… Confesso que é uma emoção ímpar ser campeão ao lado do filho. Vai ficar marcado na história da minha família, na do Americano e na história do futebol do Rio de Janeiro – disse Luis, que aproveita o entrosamento sanguíneo dentro das quatro linhas:

– Com certeza, tem a bronca de pai também. Às vezes, dentro de campo, na final mesmo, dei duas olhadas para ele que eu nem precisei falar nada. A gente gasta pouco a voz. Dou só uma olhada e fica mais fácil.

Matheus, assim como o pai, ressaltou o peso histórico de ter levantado uma taça em família. Se conquistar um troféu já seria marcante em qualquer circunstância, fazer isso ao lado do pai e ídolo se transformou em algo ainda maior.

– Deus deu essa oportunidade para a gente. Se for olhar, na História, pai e filho nunca foram campeões juntos. Só tenho agradacer a Deus, ao meu pai, que está em todos os momentos do meu lado. Não poderia ser melhor meu primeiro título ao lado dele. Agradeço a ele, minha família e todo mundo que apoiou – festejou o jovem atleta, que substituiu o experiente Abuda na final:

– Procurei não olhar para isso. Tentei fazer o máximo ao substituir o Abuda, que é um ótimo jogador. Graças a Deus, pude estar ali e dar conta do recado.

Renovação em dupla?

Com o acesso à Segundona conquistado e o título da Copa Rio em mãos, o Americano trabalha agora para manter as principais peças do elenco e reforçar o grupo com novas opções. No que depender de Luis Henrique, o novo vínculo, tanto dele quanto do filho, será assinado conjuntamente.

– Vou esperar o pacote (risos), já que é pai e filho. Mas, brincadeiras à parte, estou muito feliz no Americano e com os objetivos conquistados. Confesso que as conversas já aconteceram, tem o desejo do Americano, mas vamos sentar e conversar para resolver as questões salariais, tempo de contrato, essas coisas… O desejo meu e do presidente do clube é que a gente permaneça. (Para sair) acho que só uma proposta muito boa para mim, para o Matheus… Mas acho que vamos dar continuidade no Americano.

Prestes a completar 39 anos, Luis Henrique confirma que não cogita aposentadoria no próximo ano. Somente ao final da próxima temporada é que a situação será revista.

– Minha vontade é jogar mais um ano, com certeza. Aí, vamos ver: se no final do próximo ano eu ainda tiver mais uma lenha para jogar, vamos seguir e ver no que dá.

O Americano volta a campo a partir de 22 de dezembro, quando começa a Seletiva da Série A. O primeiro desafio será contra o America.

FutRio (Gabriel Farias)

Foto: divulgação

Criar os filhos sem contato com a tecnologia é uma missão praticamente impossível. A introdução dos pequenos ao mundo virtual acontece cada vez mais cedo por meio não apenas da televisão, mas também do computador, do tablet e, principalmente, do celular. Uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil em novembro de 2017 revelou que 91% dos 22 milhões de brasileirinhos com acesso à internet navegam pelo celular. O número assusta quando comparado com o índice de 2012:  21%.

— Não adianta proibir — admite Maria Mihich, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro. — Hoje em dia, as crianças perguntam ao Google, não aos pais. Por isso, é preciso acompanhar e, principalmente, entender de onde vem a curiosidade dos filhos pelos conteúdos que eles acessam na internet.

A psicanlista, especialista em crianças e adolescentes, afirma que muitos pais com uma rotina atribulada recorram ao Youtube para distrair os filhos. Quem nunca colocou um vídeo da “Galinha Pintadinha” no Youtube para distrair as crianças por alguns minutos? Na plataforma, o canal da personagem infantil tem mais de 30 vídeos com mais de 100 milhões de visualizações — um recorde antes detido pela cantora Rihanna. É neste momento, porém, que eles ficam expostos ao perigo de consumir conteúdos impróprios por meio da busca por palavras-chave e da reprodução automática. Há sempre a possibilidade de haver um vídeo adulto relacionado a um tema infantil.

São os casos, por exemplo, das paródias que muitas vezes utilizam elementos do universo infantil. Uma dica simples para os pais evitarem esse contato precoce é montar uma playlist particular e desabilitar a ferramenta de reprodução instantânea. Também são de grande ajuda os aplicativos próprios, como o Youtube Kids. Nele é possível, além de filtrar o que será assistido, controlar o tempo de acesso. Sobre isso, a especialista atenta:

— O ideal é não passar de uma hora por dia por questões fisiológicas. A exposição contínua à luz desses aparelhos pode causar distúrbios do sono e ainda problemas de visão.

Embora não seja assim na prática, a idade recomendada para que as crianças comecem a manipular tablets ou celulares é após a alfabetização. Em qualquer idade, a surpervisão dos pais deve se manter firme para evitar a apresentação de temas muitos densos aos pequenos antes da hora. Este, inclusive, é o que Mihich encara como o principal problema do acesso liberado à internet nessa idade:

— Muitas vezes os pais não têm dimensão de como o excesso de informação da internet é prejudicial ao aparelho psíquico do filho. Às vezes, ele está na fase de aprendizado nível um e, através das redes, se depara com um assunto do nível cinco. Essa interferência não natural desencadeia uma confusão que pode causar desde um quadro de ansiedade muito forte e medo excessivo até uma regressão no desenvolvimento.

Freud explica que “a identificação é a mais remota expressão de um laço emocional com outra pessoa”. Portanto, é esperado que os pequenos se identifiquem com os pais. A partir do contato com o Youtube, isso pode se estender ao que eles veem na tela. Inconscientemente, as  crianças criam aí um laço de familiaridade.

A imitação natural dos pequenos é inclusive apontada como uma das causas do vício em redes sociais — que pode se estender até a adolescência e vida adulta.

— A tendência é que as crianças fiquem o dia inteiro na internet se os pais também ficam. O vício pode ser por imitação, ansiedade ou compulsão. Este último caso é mais comum com pré-adolescentes e adolescentes — esclarece Maria.

Por mais que pareça difícil chamar mais atenção que a animação colorida e preferida dos filhos, a profissional argumenta que nada é mais atrativo para eles do que a proposta de atenção exclusiva dos pais. Sair para passeios, é claro, exige uma energia extra e difícil de guardar hoje em dia, porém o resultado sempre é positivo se a ideia é tirá-los da frente das telas:

— O maior desejo de uma criança é ser amada. Por isso, as atividades propostas têm que ter atenção dos pais. Mesmo que sejam rápidas como ler para os filhos antes de dormir. Mais tarde, esses pequenos gestos que parecem bobagem acabam fazendo toda a diferença na construção deles como indivíduos crescidos.

O Globo (Luana Santiago) | Estagiária, sob supervisão de Renata Izaal

Foto: Shutterstock/Stepan Popov