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Aedes: levantamento nacional acende alerta; Itaperuna teve 2 setores em risco em maio

Relatório estadual de maio classificou dois dos oito estratos pesquisados em Itaperuna como de risco. Dado não descreve a situação atual dos bairros.

10 de outubro de 2026 · Redação Itaperuna News
Mosquito Aedes aegypti visto em imagem ampliada durante alimentação
Imagem ilustrativa de Aedes aegypti, fotografado em laboratório em Bethesda, Maryland (EUA); não mostra Itaperuna nem foco local. Foto: Dra. Laura Willen/NIAID, via <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Magnified_image_of_Aedes_aegypti_mosquito_taking_a_blood_meal.jpg">Wikimedia Commons</a>. <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">CC BY 2.0</a>. Arquivo apenas redimensionado para 1280 px.

Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde em 7 de outubro reforçou a atenção aos criadouros do Aedes aegypti: 49,2% dos 3.732 municípios que informaram dados ao segundo ciclo do LIRAa de 2026 apresentaram índices de alerta ou risco para a presença do mosquito. A coleta desse ciclo ocorreu entre maio e agosto; o percentual não representa todos os municípios brasileiros nem mede, sozinho, casos de dengue.

Em Itaperuna, o recorte local disponível no informe da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro é de maio de 2026. Dos oito estratos pesquisados no município, quatro foram classificados como satisfatórios, dois em alerta e dois em risco para presença de Aedes aegypti. Estratos são divisões usadas na amostragem do levantamento; o documento não identifica esses dois recortes por bairro ou endereço.

O dado local não é um retrato de outubro

A classificação de maio não autoriza afirmar que os mesmos setores continuam em risco agora, nem que houve aumento de casos na cidade. O próprio informe estadual ressalta que a sazonalidade interfere nos índices. Também não se deve tratar o percentual nacional divulgado em outubro como se fosse a classificação atual de Itaperuna: as duas divulgações têm abrangências diferentes.

O LIRAa mede a presença de larvas do vetor em imóveis amostrados e ajuda o poder público a direcionar a vigilância. Ele não equivale a um boletim de casos confirmados de dengue, chikungunya ou zika. O Aedes aegypti pode transmitir essas três doenças.

Onde o mosquito encontra água

No conjunto nacional divulgado pelo Ministério, recipientes pequenos — como pratos de plantas, garrafas e objetos que acumulam água — responderam por 42,3% dos criadouros identificados. Reservatórios, como caixas-d’água e tonéis, representaram 26,1%; pneus e resíduos sólidos, 23%. Segundo o órgão, recipientes pequenos também predominam entre os criadouros observados na Região Sudeste. Esses percentuais são nacionais, não específicos de Itaperuna.

A orientação é vistoriar regularmente a casa e o entorno, esvaziar ou descartar recipientes que juntam água e manter caixas-d’água, tonéis e cisternas bem fechados. Garrafas e baldes podem ser guardados virados para baixo; calhas e ralos devem permanecer limpos. Pneus, latas e entulho precisam de destinação adequada.

Imagem ilustrativa de Aedes aegypti, fotografado em laboratório em Bethesda, Maryland (EUA); não mostra Itaperuna nem foco local. Foto: Dra. Laura Willen/NIAID, via Wikimedia Commons. CC BY 2.0. Arquivo apenas redimensionado para 1280 px.

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