A primavera começa no Hemisfério Sul nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05, e termina em 21 de dezembro, às 18h50. Para o trimestre de outubro a dezembro, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta possibilidade de chuva acima da média histórica no estado do Rio de Janeiro e predomínio de temperaturas acima da média em toda a Região Sudeste.
O prognóstico é climático e abrange um período de três meses. Por isso, não indica que choverá todos os dias em Itaperuna ou no Noroeste Fluminense. A previsão de curto prazo e os alertas oficiais devem ser consultados separadamente para decisões cotidianas.
O que a previsão indica para o Sudeste
A nota técnica elaborada por INMET e INPE prevê possibilidade de excesso de chuva no Rio de Janeiro, em todo o estado de São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais, com desvios que podem chegar a 100 milímetros no trimestre. No Espírito Santo, o cenário é diferente: a chuva pode ocorrer de forma irregular e abaixo da média em grande parte do estado.
Para a temperatura, a tendência é de valores acima da média em toda a Região Sudeste. Os maiores desvios previstos, de até 1°C, concentram-se no centro de Minas Gerais e no nordeste paulista.
Estação marca transição para o período chuvoso
Segundo o INMET, a primavera é um período de transição entre as estações seca e chuvosa, principalmente no centro do Brasil. O aumento do transporte de umidade da Amazônia ajuda a alimentar as chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste.
Os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul também podem ocorrer durante a estação. Esse sistema costuma organizar áreas persistentes de chuva no Sudeste, mas sua ocorrência, localização e intensidade só podem ser avaliadas com maior precisão nas previsões de prazo mais curto.
Calor favorece tempestades rápidas
O aquecimento gradual da estação pode aumentar o desconforto térmico, a perda de água do solo e a formação rápida de tempestades severas quando o ar quente encontra frentes frias. Esses episódios podem vir acompanhados de rajadas, descargas elétricas e chuva intensa em áreas localizadas.
Moradores devem acompanhar os avisos do INMET e as orientações da Defesa Civil. Em caso de alerta, é importante evitar áreas sujeitas a alagamentos, não se abrigar sob árvores durante tempestades e manter distância de fios elétricos rompidos.
El Niño influencia o cenário
A nota técnica registra aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial compatível com condições de El Niño. O documento cita probabilidade elevada de um episódio muito forte no trimestre outubro-novembro-dezembro, mas ressalta a necessidade de monitoramento contínuo e atualização frequente das previsões.
Para produtores rurais do Noroeste Fluminense, a leitura deve ser feita com cautela: a tendência estadual não substitui o acompanhamento da chuva, da umidade do solo e das previsões diárias na propriedade.
