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Vigilância orienta trabalhadores do IFF Bom Jesus sobre febre maculosa

Oficina abordou prevenção à exposição a carrapatos entre trabalhadores que fazem manutenção de áreas de campo do campus.

30 de setembro de 2026 · Redação Itaperuna News
Carrapato do gênero Amblyomma visto de perto
Carrapato do gênero Amblyomma, em imagem ilustrativa que não retrata o campus nem a oficina. Foto: Juliana Maria Farias/Wikimedia Commons. <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/">CC BY-SA 4.0</a>.

A Vigilância em Saúde de Bom Jesus do Itabapoana realizou uma oficina sobre prevenção à febre maculosa para trabalhadores responsáveis pela manutenção do campo do Instituto Federal Fluminense (IFF) no município. A atividade ocorreu em 24 de setembro e integrou a programação da XIII Mostra do Conhecimento e da VI Feira de Oportunidades do campus.

Segundo a divulgação municipal, as enfermeiras Cláudia e Cleide Ferreira conduziram a orientação. O encontro tratou de medidas de proteção individual, cuidados durante o contato com gramados e vegetação, sinais e sintomas da doença e procura por atendimento após possível exposição.

Prevenção é voltada ao contato com carrapatos

O Ministério da Saúde informa que a febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos. A gravidade varia, e algumas formas podem evoluir rapidamente.

A principal forma de prevenção é reduzir o contato com carrapatos. Para pessoas que trabalham ou circulam em áreas arborizadas, gramadas ou com vegetação alta, as orientações oficiais incluem roupas claras, calças compridas, botas, mangas longas e repelente apropriado.

O Ministério recomenda examinar o corpo e também verificar animais de estimação depois da exposição. Quanto mais cedo o carrapato for retirado, menor é o risco de transmissão.

Como retirar um carrapato

Se houver um carrapato aderido ao corpo, a orientação é removê-lo cuidadosamente com uma pinça, puxando com firmeza e sem esmagar. Depois, deve-se lavar a área com água e sabão ou álcool.

Não é recomendado apertar o carrapato com as unhas. A pessoa deve observar o surgimento de sintomas e informar ao profissional de saúde quando e onde ocorreu a possível exposição.

Sintomas exigem avaliação rápida

Febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, dor abdominal e manchas avermelhadas podem aparecer. Os sinais iniciais se confundem com outras doenças, por isso o histórico de contato com carrapatos, mata, fazendas, trilhas, gramados ou vegetação precisa ser relatado no atendimento.

O Ministério da Saúde destaca que o tratamento deve ser iniciado imediatamente diante da suspeita clínica, mesmo antes do resultado laboratorial. A demora pode aumentar o risco de complicações e morte.

Oficina foi direcionada a trabalhadores de campo

A ação em Bom Jesus teve como público específico os profissionais que fazem a manutenção do campo do IFF. A escolha desse grupo está relacionada à rotina em áreas onde pode haver contato com carrapatos.

A realização da oficina não significa confirmação de surto ou de casos no campus. A divulgação municipal descreveu a iniciativa como uma atividade preventiva e de educação em saúde.

Quando procurar atendimento

Quem apresentar febre ou outros sintomas após possível exposição deve buscar uma unidade de saúde e contar ao profissional sobre o contato com vegetação ou carrapatos. Também é importante informar viagens e locais visitados.

Não espere o aparecimento de manchas para procurar avaliação, porque elas podem surgir mais tarde ou não estar presentes no início. O diagnóstico e a indicação de antibiótico cabem à equipe de saúde.

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